República Dominicana diante da revolução fintech: crescimento, cibersegurança e conformidade regulatória
A evolução das fintechs na América Latina tem sido uma das transformações econômicas e tecnológicas mais rápidas da última década. Nesse contexto, a República Dominicana se consolidou como um dos ecossistemas mais dinâmicos do Caribe, posicionando-se como o oitavo país da América Latina em número e crescimento de empresas de tecnologia financeira, passando de apenas 6 fintechs em operação em 2018 para mais de 100 que atuam atualmente no país.
Esse crescimento foi impulsionado pela inovação em pagamentos, crédito e serviços financeiros, que, sem dúvida, promovem a inclusão financeira. Hoje, o setor fintech dominicano é mais diverso, mais maduro e mais integrado ao sistema bancário tradicional, reforçando seu impacto positivo na economia do país.
No entanto, essa rápida transformação digital também traz novos riscos e desafios, especialmente em termos de cibersegurança e conformidade regulatória, aspectos que hoje são críticos para a sustentabilidade do setor.
Paralelamente a esse crescimento, a cibersegurança na República Dominicana ganhou protagonismo. A transformação digital veio acompanhada de um aumento das ameaças digitais que afetam tanto o setor público quanto o privado.
Somente no primeiro semestre de 2025, o país foi alvo de 233 milhões de tentativas de ciberataques. Um número que evidencia claramente a importância da cibersegurança e confirma que a República Dominicana é um alvo frequente de ciberataques em larga escala, cada vez mais complexos e sofisticados.
Para as fintechs —que operam com dados financeiros sensíveis e transações digitais— esse cenário representa um risco crítico, obrigando-as, sem exceção, a adotar medidas de proteção e a cumprir determinados padrões de segurança.
Para além da conformidade regulatória, a cibersegurança deve ser entendida como um componente inerente ao ciclo de vida de qualquer fintech, desde a fase de concepção da plataforma até sua escalabilidade e expansão internacional.
Práticas como pentesting periódico e monitoramento contínuo do perímetro digital permitem identificar vulnerabilidades reais. Essas ações não apenas reduzem o risco técnico, como também fortalecem a resiliência do negócio e sua capacidade de operar de forma segura em ambientes altamente expostos.
Nesse cenário de ameaças constantes, segurança e conformidade regulatória não são opcionais.
No entanto, as fintechs mais maduras já não tratam a segurança apenas como uma resposta a exigências regulatórias ou certificações, mas como uma disciplina contínua que permite a detecção precoce de ativos expostos. Testes de intrusão controlados tornaram-se práticas comuns em organizações que buscam crescer de forma segura e transmitir confiança a seus clientes.
A adoção da ISO 27001 na América Latina ainda é baixa em países menores, e a República Dominicana não é exceção. Atualmente, o país conta com menos de uma dezena de certificações, frente às centenas existentes nos mercados colombiano e mexicano. No entanto, o interesse pela ISO 27001 está crescendo, e sua adoção representa uma clara vantagem competitiva em termos de confiança, maturidade operacional e acesso a mercados internacionais.
Para as fintechs que processam pagamentos, o PCI DSS é um padrão de conformidade obrigatória que vem ganhando cada vez mais relevância, embora ainda haja muito trabalho de conscientização a ser feito. As fintechs que não cumprem esse padrão estão sujeitas a multas significativas e à perda da confiança dos clientes.
A República Dominicana vive um momento decisivo para seu ecossistema fintech. O país passou de um mercado incipiente para um ambiente dinâmico, competitivo e com grande potencial de crescimento. Contudo, em um ambiente digital cada vez mais hostil, segurança e conformidade regulatória não são um obstáculo ao crescimento; pelo contrário, são uma vantagem competitiva relevante e o combustível que pode acelerar o crescimento da organização.
Integrar pentesting contínuo e monitoramento do perímetro digital como parte da estratégia de negócios permite que as fintechs se antecipem a incidentes, protejam sua reputação e demonstrem maturidade operacional perante clientes, parceiros e investidores, independentemente de uma regulamentação ou certificação exigir isso em um determinado momento.
As fintechs que hoje apostarem em cibersegurança, conformidade e boas práticas estarão mais bem preparadas para escalar, atrair investimentos e se consolidar como atores confiáveis. Fale conosco e nós o orientaremos para que você possa alcançar isso e se destacar com sua organização.